Meu Blog transformou escrever um hábito saboroso...eu sei que ultimamente tenho produzido bem pouco...é a falta de tempo e às vezes, de inspiração também. Mas, arrumar coisas legais etc, enfim interagir por este espaço tem se transformado numa tarefa agradável e de todo modo, vou aqui mostrando um pouco do meu jeito de ser e pensar. Não posto imagens de crianças, considero abusiva a exposição infantil por qualquer adulto, lembrando que elas não tem poder de consentimento para serem expostas. Continuo insistindo em selecionar o que for de meu agrado, mas espero que também seja do gosto de quem lê, acompanha o meu Bloguinho. Através do tempo, continuo sintetizando-me assim: insisto em praticar a fidelidade como princípio de vida; não sou doce, não sou submissa do mundo, sou dócil para quem eu amar e me amar também: o que acontece sem uma correspondência total e bionívoca não me atrai...prefiro emoções à matéria; não sou adepta de parcerias de coleiras, não estou em gôndolas, sou extremista e radical nas idéias; não sou deslumbrada nem deliro com impossibilidades, o que tenho me basta e me situa. Acredito no amor, sei que é o melhor presente da vida, por isso respeito quem eu amar, o amor que dou e o que recebo: para mim, submissão é sinônimo de amor sempre. Não invento alegrias falsas, sou naturalmente alegre e simples no meu jeito de viver. Neste mundo, dou-me o direito de curtir a quebradeira de um funk bom e não fico parada no batuque do samba. Uma das coisas que mais me incomoda é a falta de compromisso com tudo na vida, que muitas vezes se encontra por ai. Enfim, eis me aqui, sou assim: eu VIVO!


20 de jun. de 2010


Tudo de amor que existe em mim foi dado
Tudo que fala em mim de amor foi dito
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizada.

Tão pródigo de amor fiquei coitada
Tão fácil para amar fiquei proscrita
  Cada voto que fiz ergueu-se em grito
   Contra o meu próprio dar demasiado.

Tenho dado de amor mais que coubesse
Nesse meu pobre coração humano
Desse eterno amor meu antes não desse.

Pois se por tanto dar me fiz engano
Melhor fora que desse e recebesse
Para viver da vida o amor sem dano.

19 de jun. de 2010

Aquilo Que Dá No Coração



Aquilo que dá no coração e  nos joga nessa sinuca
Que faz perder o ar e a razão e arrepia o pêlo da nuca
Aquilo reage em cadeia, incendeia o corpo inteiro
Faísca, risca, trisca, arrodeia
Dispara o rito certeiro

Avassalador...Chega sem avisar
Toma de assalto, atropela
Vela de incendiar

Arrebatador...Vem de qualquer lugar
Chega, nem pede licença
Avança sem ponderar

Aquilo bate, ilumina, invade a retina
Retém no olhar o lance que laça na hora
Aqui e agora, futuro não há
Aquilo se pega de jeito te dá um sacode
Pra lá de além
O mundo muda, estremece
O caos acontece, não poupa ninguém

Avassalador...Chega sem avisar
Arrebatador ...Vem de qualquer lugar
Aquilo que dá no coração
Que faz perder o ar e a razão
Aquilo reage em cadeia, incendeia!

18 de jun. de 2010

O DOM DA PROTEÇÃO

Sou submissa de corpo e alma, e se me perguntarem quais qualidades são indispensáveis para um Dono ideal, sem dúvida vou responder na maior sinceridade: tem que ter instinto protetor e praticar muito a especialidade.
Não falo de proteção material...esta é a última coisa que me passa pela cabeça, mas digo proteção no sentido mais completo do que seja proteger, acarinhar e controlar de forma envolvente, segura e confiável.
E isso tem a ver com especialidade, de tornar uma submissa especial, dar a ela e somente a ela essa proteção, não desvirtuar da sua escolha, pois acredito que não é a sub quem escolhe o dono, é o contrário.
Sei lá, de repente sou romântica demais...o homem que me protege e me torna especial, faz isso exclusivamente para mim porque se o fizer para outras pessoas, não me prefere e sim me pretere, em favor de bons momentos... Não creio que isso seja cumprir o trato de proteger.
E sei lá...meu homem está acima de qualquer coisa, pois é isso que ele é para mim, um Rei e eu, sou para ele a mais fiel e feliz das súditas.
Saramago partiu e deixou a humanidade mais carente
do brilhantismo de suas idéias e da arte fantástica das suas palavras...

São dele, essas frases, minhas favoritas:

I- "Nunca se pode saber de antemão de que são capazes as pessoas,
é preciso esperar, dar tempo ao tempo, o tempo é que manda,
o tempo é o parceiro que está a jogar do outro lado da mesa
 e tem na mão todas as cartas do baralho,
 a nós compete-nos inventar os encartes com a vida..."
...
II- "- Responsabilidade de quê?
                                                     - A responsabilidade de ter olhos quando os outros perderam"
...
III- "As palavras proferidas pelo coração
não tem língua que as articule,
retém-nas um nó na garganta e
só nos olhos é que se podem ler."
...
IV- "Se tens um coração de ferro, bom proveito.
           O meu, fizeram-no de carne, e sangra todo dia."

17 de jun. de 2010

Tenho emprestado versos e palavras de pessoas conhecidas ou públicas.
Ainda não posso escrever, preciso me concentrar em coisas úteis e agradáveis, mas ainda estou sem foco...como se diz por ai, preciso de um tempo para me perdoar, porque errei sem saber, talvez porque fiz dos equívocos uma assertiva, sei lá, acho que fiquei cega por longos anos...agora que tirei a venda dos olhos, não posso esperar reconhecer de imediato as cores que a vida tem.
Concordo plenamente com todos os livros de auto ajuda e acima de tudo quando se diz que os dias de vida são páginas em branco, presentes de Deus, para que a gente possa preenchê-las com o que quiser.
Infelizmente nem sempre se acerta, mas é certo também que não é possível viver de tentativas, uma hora tem que ser assertivo o rumo certo pra seguir com segurança e amor...certamente há de existir neste mundo um ímpar, que não precise de se espalhar para se transformar num par.
Enquanto espero me refaço, junto os pedacinhos de mim mesma, e reflito...esperando poder em breve, escrever mais feliz por aqui. Nesse período, me reencontro com a leitura e aproveito para colar coisas bonitas de ler.
Quem sou?
Sou mulher ou sou menina...
Sou flor ou sou sereia...
Sou fada ou sou bruxa.
Sou linda ou sou feia...
Sou quem erra quando busca acertar...
Ou quem acerta quando não quer nem tentar...
Que diz palavras pesadas com a leveza do ar...
Ou palavras amenas com a força de um trator...
Canto a vida e a dor...
Choro e sinto amor...
Sou início, meio e fim..
mas enfim, quem sou?
Sou mulher...

16 de jun. de 2010

Como ondas do mar, que perdidas batem nos rochedos a procura de abrigo,
Me perdi procurando o amor verdadeiro, único, especial e concreto...
Nada de amor confuso, dividido, parcelado, espezinhado,
Busquei o amor total, final, aquele que se completa em si mesmo...
Nada do amor que se encanta com qualquer coisa diferente,
Que mente e engana descaradamente,
Em favor de momentos agradáveis, sem pensar no amanhã.
Busquei o amor eterno, não o amor de minuto
Dissoluto, sorrateiro e irrelevante
Me consumi sendo Julieta de um só Romeu...
Mas aquele amor que eu julguei me pertencer
Não era só meu, era apenas uma miragem,
Estátua de pés de barro, que bastou um momento
Desintegrou-se e o barro virou lama...
Talvez realmente seja verdade o que dizem...
Neste mundo de mazelas
Não há mais lugar para um amor de verdade...
Só histórias, fantasias e mediocridades
Isso tem mais valor que a lealdade...
Me contento agora em ser água,
 mar,
Imensidão  profunda, 
silenciosa e turva
e só. 

14 de jun. de 2010

A mulher que sabe amar é mestra do homem. Jamais governanta.
A mulher que sabe amar não irrompe nem interrompe. Chega suave.
A mulher que sabe amar conhece a sua superioridade e os limites desta.
A mulher que sabe amar sabe ser mãe e ser um furor na cama.
A mulher que sabe amar jamais se deixa subjugar. Nem subjuga.
A mulher que sabe amar sabe que não basta ter razão. Precisa saber ter razão.
A mulher que sabe amar é o ser mais elevado que há na terra.
A mulher que sabe amar cala quando sabe não ser compreendida e fala na hora certa.
A mulher que sabe amar jamais diz: eu não falei que não ia dar certo.
A mulher que sabe amar compreende os filhos e sem pretender ensina amor ao marido.
A mulher que sabe amar por ser superior não se preocupa em mandar.
A mulher que sabe amar não sabe obedecer cegamente: ou compartilha ou se separa.
A mulher que sabe amar sabe tanto de moda quanto de arte.
A mulher que sabe amar educa sem reprimir e orienta sem impor.
A mulher que sabe amar fala baixo, não usa perfumes exagerados e ama a alma.
A mulher que sabe amar conversa com Deus e partilha com a família,
A mulher que sabe amar sente sua máxima realização quando amamenta.
A mulher que sabe amar tem orgasmo, é abençoada pela bondade.
A mulher que sabe amar não faz alarde de sua superioridade sobre o homem.
A mulher que sabe amar é a responsável pela sobrevivência da espécie humana.
A mulher que sabe amar jamais ouvirá de seu marido a frase:
Eu não tenho opiniões: tenho esposa....

13 de jun. de 2010

Sopa de letras

Deliciosos, Momentos
Alegria, Euforia
União, Emoção
Paixão, Coração
Parceria, Sintonia
Entrelaçamento, Comunhão
Torturosos, Pensamentos
Incongruentes, Incertos
Tantos, Incompletos
Objeções, Confusões
Isolamento, Um sem um
Mundo, Revirado
Escuro, Dor no peito
Sonhos desfeitos, Rumo estranho
Céu de chumbo, Sol de breu
Nada importa, Dou de volta
O que é só seu!

12 de jun. de 2010

SER MULHER

Ser mulher é viver mil vezes em apenas uma vida, é lutar por causas perdidas e sair sempre vencedora; é estar antes de ontem e depois de amanhã, é desconhecer a palavra recompensa apensas de seus atos.
Ser mulher é caminhar na dúvida cheia de certezas; é correr atrás das nuvens num dia de sol e alcançar o sol num dia de chuva.
Ser mulher é chorar de alegria e muitas vezes sorrir com tristeza; é cancelar sonhos em prol de terceiros, é acreditar quando ninguém mais acredita; é esperar quando ninguém mais espera.
Ser mulher é identificar um sorriso triste e uma lágrima falsa; é ser enganada e sempre dar mais uma chance; é cair no fundo do poço e emergir sem ajuda.
Ser mulher é estar a mil lugares de uma só vez; é fazer mil papéis ao mesmo tempo; é ser forte e fingir que é frágil para ter um carinho.
Ser mulher é comprar, emprestar, alugar, vender sentimentos, mas jamais dever; é construir castelos na areia, vê-los desmoronando pelas águas e ainda assim amá-las.
Ser mulher é estender a mão a quem ainda não pediu; é doar o que ainda não foi solicitado.
Ser mulher é não ter vergonha de chorar por amor; é saber a hora certa do fim, é esperar sempre por um recomeço.
Ser mulher é ser mãe dos seus filhos e dos filhos dos outros e amá-los igualmente; é ser nova quando o coração está a espera do amor, ser crescente quando o coração está se enchendo de amor, ser cheia quando ele já está transbordando de tanto amor e minguante quando este amor vai embora.
Ser mulher é hospedar dentro de si o sentimento de perdão; é voltar no tempo todos os dias e viver, por poucos instantes, coisas que nunca ficaram esquecidas.
Ser mulher é cicatrizar feridas de outros e inúmeras vezes deixar as suas próprias feridas sangrando.
Ser mulher é ser princesa aos 20, rainha aos 30, imperatriz aos 40 e especial a vida toda.
Ser mulher é saber ser super-homem quando o sol nasce e virar Cinderela quando a noite chega.
Ser mulher é, acima de tudo, um estado de espírito; é uma dádiva; é ter dentro de si um tesouro escondido e ainda assim dividi-lo com o mundo.

11 de jun. de 2010

10 de jun. de 2010



Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que
se fechar os olhos
Ao abri-los ela não estará mais presente
Com seu sorriso e suas tramas.
Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente
e nos fazer beber o fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave...
De todas as razões do coração
Nenhuma é mais insensata que a paixão.
E nada é melhor do que estar apaixonada.

8 de jun. de 2010


SOLSTÍCIO DE INVERNO














O inverno no Brasil começa precisamente às 3:46 horas do próximo dia 21 de junho, quando ocorre no Hemisfério Sul, o Solstício de Inverno e no Hemisfério Norte, o Solstício de Verão.
A palavra Solstício vem do latim Sol (Sol) - sistere (que não se move) e significa o ponto de “amarrar o Sol”, para que ele não se afaste mais, sendo que os momentos exatos dos solstícios - que também marcam as mudanças de estação e ocorrem 2 vezes ao ano (dezembro e junho), são obtidos por cálculos de astronomia, variando de um ano para outro, o dia e a hora da ocorrência.
Pelos próximos dias, o Sol nascerá cada vez mais a sudeste até o Solstício de Inverno, 21 de junho, a noite mais longa de 2010. Na astronomia, solstício é o momento em que o Sol, durante seu movimento aparente na esfera celeste, atinge a maior declinação em latitude, medida a partir da linha do equador. Quando ocorre no verão significa que a duração do dia é a mais longa do ano. Analogamente, quando ocorre no inverno, significa que a duração da noite é a mais longa do ano.
A partir de 21 de junho, os dias começam novamente a ficar mais longos até se igualarem no Equinócio de Primavera, ou seja: noite e dia iguais.
Devido à órbita elíptica da Terra, as datas nas quais ocorrem os solstícios não dividem o ano em um número igual de dias. Isto ocorre porque, quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) viaja mais velozmente do que quando está mais longe (afélio).
O movimento de translação da Terra é a trajetória ligeiramente elíptica que o planeta realiza em torno do Sol, a uma velocidade de 30 quilômetros por segundo e para dar uma volta completa, demora aproximadamente 365 dias e 6 horas; esta diferença de 6 horas é acumulada e representada a cada 4 anos com um ano bissexto, incluindo um dia no mês de Fevereiro.
As estações do ano, Primavera, Verão, Outono e Inverno diferem em cada hemisfério, devido ao eixo inclinado da Terra em relação ao plano da eclíptica e sua órbita ao redor do Sol. As estações do ano do Verão e Inverno são os chamados pontos de Solstícios. As estações do ano da Primavera e Outono são os chamados pontos de Equinócios.
Durante os Equinócios, a luz solar incide sobre o planeta da mesma maneira e nesse caso, as noites e os dias têm a mesma duração.

Na linha do equador a duração dos dias é fixa ao longo das estações do ano: 12 horas de luz e 12 horas de noite. Desse modo, os solstícios nessa linha não podem ser obtidos através de dias ou noites mais longas e somente podem ser observados através do dia em que o Sol atinge a menor elevação no meio-dia local, podendo o azimute dessa elevação do Sol estar orientada para o norte (solstício de verão no hemisfério norte) ou para o sul (solstício de verão no hemisfério sul).

Ao contrário do que ocorre atualmente, os povos antigos estavam mais integrados à Natureza e sempre tinham uma celebração, para marcar a passagem em cada equinócio ou solstício. Por exemplo, as celebrações no Solstício de Inverno marcavam o retorno da luz, no sentido real e simbólico, já que os dias ficavam mais longos e consideravam o Sol como sendo o filho da luz, o Deus em vida...era o acontecimento mais importante da Terra.
Em várias culturas ancestrais, o solstício de inverno era festejado com comemorações, que deram origem a muitos costumes...o menor dia do ano, a partir de quando a duração do dia começava a crescer, simbolizava o início da vitória da luz sobre a escuridão. Festas pagãs das mitologias persa e hindu referenciavam as divindades de Mitra como um símbolo do "Sol Vencedor", marcada pelo solstício de inverno.
Entre os povos asiáticos, o solstício era representado por um velho de longas barbas brancas e roupagem vermelha e branca, significando Deus na Terra e para eles, esse Deus encarnado trazia para a humanidade, o seu filho sol.
Para os druidas, o solstício era comemorado como o dia da fertilidade. Muitas virgens escolhiam essa data para perderem sua virgindade e inúmeras mulheres tentavam engravidar no mesmo dia do nascimento do sol.

Os Egípcios festejavam o solstício com rituais de magia que envolviam os cultivos de sementes e as fecundações.
Também os Indianos festejavam o solstício transcendendo os corpos em rituais dimensionais mágicos.
Os povos que habitavam as Américas, não festejavam o solstício de inverno em dezembro, porque o sol atua diferente naquela região. Os incas mais antigos e os indígenas comemoravam o solstício de inverno no dia 21 de junho e o solstício de verão no dia 21 de dezembro.
Na astrologia, o solstício é reconhecido como o dia em que o sol atinge o seu grau mínimo de luminosidade na Terra. Por esse motivo, os adeptos da magia e filósofos chamam-no de dia do renascimento da luz. Depois do dia 21 de dezembro, o sol renasce e recomeça o seu ciclo em torno do planeta.
Nos períodos de 21 de dezembro e 21 de junho, a radiação do sol na Terra atinge o seu momento máximo e os Maias projetaram esses ciclos num calendário, que vai até o dia 21 de dezembro de 2012, usando o solstício como o inicio do ciclo do sol e da lua na Terra.
Entretanto, foi em Roma, que o solstício passou a ser conhecido como sendo a data fixa do nascimento do salvador da humanidade, do filho de Deus e não mais do Sol, filho da Luz. No ano de 336 de nossa era, o Imperador Constantino I, aproveitando os festejos do solstício da luz (Sol Invictus), anunciou para os povos do império pagão, a nova religião de Roma, que tinha como base, significados místicos e informações sagradas deixadas pelas antigas civilizações, como Índia, Egito etc. O nascimento do filho humano de Deus na Terra na mesma data do nascimento do sol, foi uma dessas adaptações feitas para a nossa era. Roma apenas usou uma data que já existia como festejo tradicional dos povos e criou um novo motivo para as pessoas de todas as religiões continuarem comemorando.
Até Constantino I, Roma deixava os territórios ocupados livres para praticarem suas religiões; depois de Constantino, Roma passou a ser conhecida como sede da religião Católica Apostólica Romana.
A partir daí, o solstício perdeu o seu significado real e com o tempo, este festejo passou a ser comemorado como o "Nascimento do filho de Deus", hoje Natal, incorporando as festividades de inúmeras comunidades recém-convertidas à nova religião.

7 de jun. de 2010

RECEITA DA SUB IMPERFEITA



Eu não traio,
Eu não xingo,
Eu sou fiel,
Eu sou leal,
Eu sou educada,
Eu apanho por nada,
Eu sou a responsável por tudo,
Eu não violo compromissos,
Eu sou pontual,
Eu sou constante,
Eu sou humilhada e me calo,
Eu sou confundida e me calo,
Eu sou banalizada e me calo,
Eu sou pisada e me calo,
Eu sou boazinha,
Eu tenho sangue geladinho,
Eu não "fervo",
Eu sou controlada,
Eu sou anulada,
Eu sou ironizada
EU SOU TROCADA!!!

Amor?
Sonho que se ilude
Espera-se muito
que algo mude
e que nos faça feliz...
Amor?
Mera e complexa  ilusão
Que usa de todas as cores
Conforta a alma
Tranquiliza o coração...
Amor?
Chama que quase sempre
queima em vão,
porque para que fique
acesa a vida  inteira
antes de tudo é preciso
que se ame apenas porque
amar não tem lugar,
nem tempo
e não tem explicação....
Quem ama protege,
enaltece, reverencia
e cultiva a chama,
Quem ama, não a mata...

6 de jun. de 2010

"Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."

5 de jun. de 2010

SUTIS DIFERENÇAS
Então nós dois, sutis diferenças
Vamos combinar
Não pra saber quem vence ou não vence
Mas que luz vai dar
Pra você a vida deve ser
Como um rio que corre sem parar
Mas a mim não importa o correr
E sim o refletir o luar
Pra você o medo vem do céu
Ou do deus que não se mostrará
Mas pra mim o medo vem de eu
Não saber sequer se algum deus há
Então nós dois sutis diferenças
Vamos combinar
Não há no amor quem vença ou não vença
Mas que luz vai dar
 

3 de jun. de 2010

2 de jun. de 2010

1 de jun. de 2010

31 de mai. de 2010

30 de mai. de 2010