Meu Blog transformou escrever um hábito saboroso...eu sei que ultimamente tenho produzido bem pouco...é a falta de tempo e às vezes, de inspiração também. Mas, arrumar coisas legais etc, enfim interagir por este espaço tem se transformado numa tarefa agradável e de todo modo, vou aqui mostrando um pouco do meu jeito de ser e pensar. Não posto imagens de crianças, considero abusiva a exposição infantil por qualquer adulto, lembrando que elas não tem poder de consentimento para serem expostas. Continuo insistindo em selecionar o que for de meu agrado, mas espero que também seja do gosto de quem lê, acompanha o meu Bloguinho. Através do tempo, continuo sintetizando-me assim: insisto em praticar a fidelidade como princípio de vida; não sou doce, não sou submissa do mundo, sou dócil para quem eu amar e me amar também: o que acontece sem uma correspondência total e bionívoca não me atrai...prefiro emoções à matéria; não sou adepta de parcerias de coleiras, não estou em gôndolas, sou extremista e radical nas idéias; não sou deslumbrada nem deliro com impossibilidades, o que tenho me basta e me situa. Acredito no amor, sei que é o melhor presente da vida, por isso respeito quem eu amar, o amor que dou e o que recebo: para mim, submissão é sinônimo de amor sempre. Não invento alegrias falsas, sou naturalmente alegre e simples no meu jeito de viver. Neste mundo, dou-me o direito de curtir a quebradeira de um funk bom e não fico parada no batuque do samba. Uma das coisas que mais me incomoda é a falta de compromisso com tudo na vida, que muitas vezes se encontra por ai. Enfim, eis me aqui, sou assim: eu VIVO!


18 de out. de 2010

17 de out. de 2010

Las cobritas.

Cobras corais com ilusão de ótica

Tudo o que os olhos podem ver...

Fantástica ilusão de otica para você se divertir a vontade

16 de out. de 2010


Quando chegaste,
redescobri em mim inocência e alegria.
Removi a máscara que sobrava:
nada havia a esconder de ti,
nem medo - a não ser partires.
Supérfluas as palavras,
dispensada a aparência, fiquei eu,
sem prumo,
como antes da primeira dúvida
e do último desencanto.
Quando chegaste,
escutei meu nome como num outro tempo,
o meu lado da sombra entregou
o que ninguém via:
as feridas sem cura e a esperança sem rumo.
Começa a crer, por mim, que o amor é possível,
e que a vida vale a pena e o pranto
de cada dia.

15 de out. de 2010

Há dias mornos, sem grandes acontecimentos.
Dias iguais são chatos?
Questão de ponto de vista...
De vez em quando é bom não se ter surpresas ingratas
E levar a vida bem devagarinho
Sem se debater constantemente em arame farpado...



14 de out. de 2010

13 de out. de 2010

Momentos Inesquecíveis para o Mundo

Entre ontem, data da Padroeira do Brasil (e das crianças) e hoje, 33 pessoas, ganharam um presente enorme, fabricado pela humanidade, com a grandiosa permissão de Deus...essas pessoas emergiram do fundo da terra, para reeencontrar seus familiares, retomar suas vidas.
Renasceram da escuridão para a luz do mundo e o mundo inteiro comemorou a chegada de cada um...a recompensa da solidariedade de todos os envolvidos no resgate dos mineiros da Mina de San José, no Deserto de Atacama, Chile foram emoções incontidas, lágrimas de alegria e sorrisos de alívio, após dias e dias de angústia.
Que viva a vida, que é bonita, é bonita e é bonita, como diz aquela música! Deixo registrado aqui estes momenos que serão lembrados por muito tempo, como um exemplo da integração humana, em prol de um alto prêmio: salvar vidas!

Amor não se explica...
Amor se sente e é uma emoção tão intensa
Que às vezes machuca, porque não escolhe regras...
Não se quantifica
Não se ama  mais ou menos
Simplesmente se ama
ou não ama!

12 de out. de 2010

...Meio estranho, num espaço que se propôs a falar de amor, eu comentar isto, mas estou farta de tanto amar...é a verdade...com alguma lucidez reconheço que o meu jeito de amar não cabe no mundo que conheço. Ou, de repente, o jeito de me amar, não me serve. Calo-me.


11 de out. de 2010



O  amor que me aquece o corpo
Traz euforia, deixa a minha alma em festa
Faz um banquete com minha  emoção
 que tem o sabor de quero sempre mais
é o que eu sinto por você.
Seu amor me abriga, quando preciso,
E tenho a certeza que 
seja nas horas de turbulência
ou quando acontece a maior alegria
seu amor é sempre o elo forte que me conduz.

10 de out. de 2010


Dentro de mim mora um anjo,
que amando, às vezes, se quebra
em minúsculos pedaços...
que incontáveis vezes, vai ao chão...
juntos compartilhamos o mesmo amor,
igual alegria
o mesmo coração..
ele sou eu por dentro
eu sou ele, pelo lado de fora...
eu sou toda euforia
ele é a dor que me assola...

9 de out. de 2010

8 de out. de 2010


Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor
seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentando
Pela graça indizível
dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura
das que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer
que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras
dos véus da alma...
É um sossego, uma unção,
um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieto,
muito quieto
E deixes que as mãos cálidas da noite
encontrem sem fatalidade
o olhar estático da aurora.

7 de out. de 2010

 Ciranda...
 cirandinha...
 vamos todos cirandar
vamos dar a meia volta,
volta e meia vamos dar...
o anel que tu me deste
 era vidro e se quebrou,
 o amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou...
 Ciranda...
 cirandinha...
 vamos todos cirandar
 vamos dar a meia volta,
volta e meia vamos dar
Por isso dona ..........
entre dentro dessa roda
diga um verso bem bonito
diga adeus
e vá embora!

Homenagem a Mario Vargas Llosa, Premio Nobel de Literatura 2010

A Festa do Bode

(Editora Mandarim )

Acordou, paralisado por uma sensação de catástrofe. Imóvel, pestanejava na escuridão, preso em uma teia de aranha, a ponto de ser devorado por um bicho peludo cheio de olhos. Por fim conseguiu esticar a mão até o criado-mudo onde guardava o revólver e a metralhadora portátil carregados. Mas, em vez da arma, empunhou o despertador: dez para as quatro. Respirou. Agora sim, estava totalmente acordado. Pesadelos outra vez? Ainda tinha alguns minutos, pois, fanático pela pontualidade, não saía da cama antes das quatro. Nem um minuto antes nem um depois.

"Devo tudo que sou à disciplina", pensou. E a disciplina, norte de sua vida, ele devia aos marines. Fechou os olhos. As provas, em San Pedro de Macorís, para ser admitido na Polícia Nacional Dominicana, criada pelos ianques no terceiro ano de ocupação, foram duríssimas. Mas ele passou sem dificuldades. No treinamento, metade dos aspirantes foi eliminada. Ele aproveitou cada exercício de agilidade, arrojo, audácia ou resistência, até mesmo aqueles mais ferozes, para mostrar força de vontade e obediência ao superior, como afundar em lodaçais com o equipamento de campanha ou sobreviver nas montanhas bebendo a própria urina e comendo talos, ervas, gafanhotos. O sargento Gittleman lhe conferiu a nota mais alta: "Você vai longe, Trujillo". Tinha ido, sim, graças a essa disciplina férrea, de heróis e místicos, que os marines lhe ensinaram. Pensou com gratidão no sargento Simon Gittleman. Um americano leal e desinteressado, naquele país de pilantras, exploradores e babacas. Teriam tido os Estados Unidos um amigo mais sincero que ele nos últimos trinta e um anos? Que governo os havia apoiado mais na ONU? Quem foi o primeiro a declarar guerra à Alemanha e ao Japão? Quem lubrificou com mais dólares deputados, senadores, governadores, prefeitos, advogados e jornalistas americanos? Retribuição: as sanções econômicas da OEA para agradar o negrinho do Rómulo Betancourt e continuar mamando o petróleo venezuelano. Se Johnny Abbes tivesse feito melhor as coisas e a bomba tivesse arrancado a cabeça daquele veadão do Rómulo, não haveria sanções e esses americanos babacas não estariam pentelhando com conversas de soberania, democracia e direitos humanos. Mas aí ele não teria descoberto que, naquele país de duzentos milhões de babacas, tinha um amigo como Simon Gittleman. Capaz de iniciar uma campanha pessoal na defesa da República Dominicana, lá de Phoenix, Arizona, onde se dedicara aos negócios depois que entrara para a reserva dos marines. Sem pedir um centavo! Ainda existiam homens assim entre os marines. Sem pedir nem cobrar! Que bela lição para esses sanguessugas do Senado e da Câmara dos Deputados, os quais ele engordava há tantos anos, que queriam sempre mais cheques, mais concessões, mais decretos, mais isenções fiscais, e que agora, quando necessitava deles, se faziam de bobos.


6 de out. de 2010


Eu sinto o elo
Como uma pulsação
No coração,
Elo de vida,
Talvez desprovido
da razão,
Mas quem quer
pensar em certeza
se o bem querer
é maior que qualquer coisa?
Deixo aos sábios, a retidão,
Prefiro as curvas do amor...
Amor que é sublime
Especial,
Único
Verdadeiro e real.

5 de out. de 2010

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.
Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.



Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi
desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.


4 de out. de 2010

Eu não sei
Nada sei
De tudo o que sei
Tudo é nada
e nada é tudo
Eu sei de tudo
      Eu não sei de nada...

3 de out. de 2010

DOMINGO É DIA DE SAMBA NO PÉ!

Mil desculpas pra quem não curte, mas eu sou lapidada no samba!

DOMINGO É DIA DE MÚSICAAAAAAAAAA!

DOMINGO É DIA DE SAMBA!!!


2 de out. de 2010

O amor é uma companhia.
Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.
Um pensamento visível
faz-me andar mais depressa
E ver menos, e ao mesmo tempo
gostar bem de ir vendo tudo.
Mesmo a ausência dele
é uma coisa que está comigo.
E eu gosto tanto dele
que não sei como o desejar.
Se o não vejo, imagino-o
e sou forte como as árvores altas.
Mas se o vejo tremo,
não sei o que é feito
do que sinto na ausência dele.
Todo eu sou qualquer força
que me abandona.
Toda a realidade
olha para mim
 como um girassol
 com a cara dele no meio.

1 de out. de 2010