Meu Blog transformou escrever um hábito saboroso...eu sei que ultimamente tenho produzido bem pouco...é a falta de tempo e às vezes, de inspiração também. Mas, arrumar coisas legais etc, enfim interagir por este espaço tem se transformado numa tarefa agradável e de todo modo, vou aqui mostrando um pouco do meu jeito de ser e pensar. Não posto imagens de crianças, considero abusiva a exposição infantil por qualquer adulto, lembrando que elas não tem poder de consentimento para serem expostas. Continuo insistindo em selecionar o que for de meu agrado, mas espero que também seja do gosto de quem lê, acompanha o meu Bloguinho. Através do tempo, continuo sintetizando-me assim: insisto em praticar a fidelidade como princípio de vida; não sou doce, não sou submissa do mundo, sou dócil para quem eu amar e me amar também: o que acontece sem uma correspondência total e bionívoca não me atrai...prefiro emoções à matéria; não sou adepta de parcerias de coleiras, não estou em gôndolas, sou extremista e radical nas idéias; não sou deslumbrada nem deliro com impossibilidades, o que tenho me basta e me situa. Acredito no amor, sei que é o melhor presente da vida, por isso respeito quem eu amar, o amor que dou e o que recebo: para mim, submissão é sinônimo de amor sempre. Não invento alegrias falsas, sou naturalmente alegre e simples no meu jeito de viver. Neste mundo, dou-me o direito de curtir a quebradeira de um funk bom e não fico parada no batuque do samba. Uma das coisas que mais me incomoda é a falta de compromisso com tudo na vida, que muitas vezes se encontra por ai. Enfim, eis me aqui, sou assim: eu VIVO!


25 de nov. de 2010

A menina dança
Quando cheguei tudo, tudo, tudo estava virado
Apenas viro me viro
Mas eu mesma viro os olhinhos
Só entro no jogo porque estou mesmo depois
Depois de esgotar o tempo regulamentar
De um lado o olho desaforo
Que diz meu nariz arrebitado
Que não levo pra casa
Mas se voce vem perto eu vou lá, eu vou lá
No canto do cisco, no canto do olho
A menina ainda dança
E dentro da menina, ainda dança
E se voce fecha o olho
A menina ainda dança
Dentro da menina, ainda dança
Até o sol raiar, até dentro de voce nascer
Nascer o que há.

23 de nov. de 2010

Olá, bloguinho e blogueiro(a)s, boa noite!
Estou de volta, após um curto período de descanso pleno.
Era necessário, pra recarregar a bateria.
Mas...estou de volta, não sei se sou a mesma,
só sei que respiro, estou viva e pronta para continuar!
Trago um sei lá o que de esperança...
Tenho o coração aberto e a alma enfeitada.
Nem sei se tenho as palavras mais certas
Só sei que tenho muito o que falar...
Ao Luar

Quando, à noite, o Infinito se levanta
À luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha táctil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!

Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!

Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado,
Nos paroxismos da hiperestesia,
O infinitésimo e o Indeterminado...

Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o espaço com a minha plenitude!


12 de nov. de 2010

RECADO AUTÊNTICO

Um dia virá, com serenidade, contra todos os julgamentos insanos e tortuosos e vai restabelecer a única verdade: marinheira feito eu, não abandona barco por qualquer ondinha que encharca os ossos...quando chega a fazer isso é porque realmente não havia outra opção: toda corda foi esticada em demasia, havia a necessidade de sobreviver, salvar a própria vida, que estava sendo destruída por alguém tão descuidado...não frequento lugares, para os quais não sou convidada, nem vou a messenger onde não sou bem vinda...não há desespero de causa, há motivos para desprezo, a que não dei causa. Desejo felicidades ao mundo, inclusive a mim.

11 de nov. de 2010

10 de nov. de 2010

Meu coração tem motivações próprias,
esquece a razão, quebra as regras
e ama, ainda que se machuque!

9 de nov. de 2010

8 de nov. de 2010

Ser submissa é guardar o silêncio, quando tudo o que se quer
é falar e ouvir palavras gentis...
Ser submissa é suportar a distância,
quando o que mais se deseja é estar junto...
Ser submissa é enganar a tristeza, com um sorriso nos lábios...
Ser submissa é esquecer de si mesma,
reinventar-se para a felicidade do outro...
Ser submissa é amar ao outro acima de si própria...
Ser submissa é achar aconchegante a prisão,
ainda que todas as portas estejam abertas...
Ser submissa é guardar segredos inesquecíveis, no coração.

7 de nov. de 2010

O Seu lugar


Deixo aberta a porta desses meus olhos
Abro a janela das minhas mãos
Entre as pernas, entre e roube meu colo
Nesse lugar cabe um ladrão

Dentro dessa casa sobram os móveis
Nos lençóis que envolvem o meu colchão
Entre as pernas, deite sobre o meu colo
Nesse lugar, nessa imensidão

Feche a porta e me tranque no cofre
Nessa cela no mais fundo porão
Impeça o acesso, enterre no subsolo
Nesse lugar, minha dedicação
Aprendo o seu nome que eu não vou chamar
Somem os homens, estão em último lugar
Quente o inverno eterno sem comclusão
Somente cadente, displicentemente invente o que não há

Leio a sua mente
Seja a minha lente
Como a sua fome
Com o meu nome
Tome o seu lugar

6 de nov. de 2010

A FLOR NUPCIAL DO AMOR ETERNO

Numa terra muito distante daqui há um himeneu absoluto permitido por uma espécie extraordinária de flor. Esta é uma casta rara de união, exclusiva, definitiva, quando o amor é inabalável para todo o sempre e até ao fim.
Na cerimonia, cada um dos noivos ingere uma das duas flores desta espécie, que nascem gêmeas de um só estame. As propriedades desta planta levam a que  sobreviva no interior dos corpos dos esposos e que se mantenham ligadas por qualquer sutil e invisível perfume...
Na morte de um deles, a flor que vive no outro liberta um veneno grácil e, assim, a morte une para sempre os amantes...

5 de nov. de 2010

Estou de volta, disposta novamente a blogar...
Andei por caminhos obscuros,
quase me perdi em tanta confusão
Desfazer nó é um processo complicado...
Talvez alguém tenha levado vantagem
Eu não levei, apenas quebrei algumas coisas
Mas o tempo passa cola
e a minha, está  quase secando.
É verão, céu azul e aberto,
minha estação favorita.
Desfaço planos para
começar tudo de novo.

A mulher deve ser como a palha miúda,
com que se encaixam porcelanas...
palha que não se conta,
palha que não se vê,
palha que ninguém se apercebe
mas sem a qual, tudo se quebraria.

1 de nov. de 2010

Meu blog vai entrar em recesso...por um tempo, ficará sem postagens...ainda não sei por quanto tempo exato. Agradeço até aqui, de coração, quem leu e quem acompanhou.

31 de out. de 2010

O que é o amor, onde vai dar,
Parece não ter fim
Uma canção cheirando a mar,
Que bate forte em mim
O que me dá meu coração
Que eu canto prá não chorar
O que é o amor, onde vai dar
Porque me deixa assim
O que é o amor, onde vai dar,
Luar perdido em mim ...
(para o único que muito amei, GUS)


30 de out. de 2010


29 de out. de 2010

Reflexões Concretas

Muitas pessoas amigas me pedem para postar aqui, alguns comentários sobre BDSM, mas eu fico sempre temerosa de dissertar sobre algo tão polêmico e do qual não sou especialista. Sou apenas um filtro e partidária da máxima "Se conselho fosse bom..."

Resolvi escrever sobre coleiras - virtuais, temporais, reais, de ouro, de couro ou de lata. Afinal, qual o significado delas, sob a ótica das submissas? Não falo submissos, porque, eles que me perdoem, porém não conheço o universo de suas vidas e se já é difícil falar do que conheço, imagina do que me é desconhecido. Também não discuto quaisquer outras preferências.

Sob o meu ponto de vista, usar uma coleira do Dono é honrar o proprietário, em todos os aspectos, em todos os momentos, pois considero como um presente especial, uma jóia, como na época medieval, em que os guerreiros usavam as cores de suas amadas.

Não se está em guerra por aqui e os tempos são outros, mas o respeito é idêntico e fundamental, pois se alguém me deu uma coleira, me escolheu, me elegeu digna de usá-la. Se a recebo, é para somente dignificá-la, sendo leal ao Dono.

Esse critério de lealdade, porém, me parece que é via de mão dupla...bom pelo menos eu penso dessa forma. Não sou a dona da verdade, todavia, dentro do que se chama consensualidade (tão propagado no mundo BDSM), essa cláusula, a da lealdade é para mim, a essencial e indispensável num contrato...aqui me refiro a apenas duas pessoas.

Taí uma coisa que nunca vou entender...partilha de coleiras ou coisa parecida, porque não se consegue ser especial para mais de uma pessoa, o ser humano é possessivo com tudo que lhe é caro, principalmente afeto, afetividades e similares, e isso é uma constante irrefutável. Cá estou ofertando apenas minha opinião, minhas sensações e pensamentos.

Entendo que se uma submissa numa multidão é escolhida, ela passa a ser mais importante que a multidão, para quem a escolheu...pois não é possível que a multidão se deite na mesma cama que ela; se isso acontece, não vejo especialidade alguma, não vale a pena e é generalizar a submissão, algo que sempre tem que ser relevado e valorizado...é uma situação tão rara, difícil, complexa e bonita, que não acontece com todo mundo e nem a toda hora.

Com certeza, numa condição de trato consensual, eu nunca aceitaria ser apenas mais uma, dividir coleira e atenção, há quem aceite, há donos que exigem, mas daí, quem concorda é porque se satisfaz dessa forma, tem uma visão diferente da que eu tenho.

Digo que a submissão é rara porque de fato, não se tira submissas de cartolas, por mais coelhas que existam, ocultas, destacadas pela popularidade, que são levadas pelo vento das oportunidades que vão aparecendo.

Mas quem realmente é submissa, sabe do que falo, entende porque há uma diferença gritante entre "estar submissa" num momento e "ser assim", sempre, pelo simples fato de que não se sabe ser outra coisa...porque todas as outras opções não trazem felicidade, porque entre dormir num dossel todo paramentado, eu, assim, igual a outras, escolho dormir no tapetinho...

Vou morrer reclamando lealdade e fidelidade de meu parceiro, ainda que me condenem todas as cortes do mundo...e sempre vou considerar como jóia a coleira que me deu. Se houver deslealdade, quebra de compromisso, eu simplesmente deixo de usá-la.
Complicado é muita gente achar que burrice é elemento indispensável às cabeças submissas...é um erro crasso e fatal.

Tudo o que eu sou...não te basto!


É preciso que sacies tua curiosidade
nas mil outras formas de vida
Pois o que sou...não te basto...
É necessário que treines tuas dúvidas
no ambiente fabricado de delírios
Pois o que sou...não te basto...
É costume que vagueies por ai,
procurando saídas por caminhos tortos
Pois o que sou...não te basto...
É urgente que compares o incomparável
confundas o que devia ser inconfundível
Pois o que sou...não te basto...
Careces que sejas declarado vencedor
no jogo injusto e cruel do achismo
Pois o que sou...não te basto...
E nas escuras espirais do único caminho que me indicas
Debato-me, entre os espinhos das flores que me ofertas
Vou sangrando nas farpas de arame
das paredes que deviam me proteger...
E, na lucidez do sangue morno que de mim escorre
Constato apenas que nada sou...
não te basto!!!

28 de out. de 2010

27 de out. de 2010

Essas Mãos

Poderias mergulhar como um só bloco no nada para onde vão os mortos: consolar-me-ia se me legasses as tuas mãos. Apenas as tuas mãos subsistiriam, separadas de ti, inexplicáveis como as dos deuses de mármore que se tornam pó e cal dos seus próprios túmulos. Elas sobreviveriam aos teus actos, aos miseráveis corpos que acariciaram. Entre as coisas e ti, elas já não seriam intermediários: seriam elas próprias, transformadas em coisas. Voltando a ser inocentes, pois tu já lá não estarias para fazer delas tuas cúmplices, tristes como galgos sem dono, desconcertadas como arcanjos a quem já nenhum deus dá ordens, as tuas mãos vãs repousariam sobre os joelhos das trevas. As tuas mãos abertas, incapazes de dar ou de agarrar qualquer alegria, ter-me-iam deixado cair como uma boneca quebrada. Beijo ao nível do pulso essas mãos indiferentes que a tua vontade já não afasta das minhas; acaricio a artéria azul, a coluna de sangue que outrora, incessante como o jacto de uma fonte, surgia do solo do teu coração. Com pequenos soluços satisfeitos, encosto a cabeça como uma criança, entre as palmas cheias de estrelas, de cruzes, de precipícios daquilo que foi o meu destino.


Minhas Considerações: Um texto forte, meio tétrico e cabuloso, mas bonito pela expressão poética e pela adoração meio disfarçada que a autora tem pelo objeto de desejo, embora só queira as mãos.
E quer melhor acolhida que aquela feita pelas mãos?
Como a vida é complexa!
Como a gente se engana!
Como é fácil se enganar!
Difícil é achar antídoto,
Mas que existe, existe!
Ainda hei de encontrar...

26 de out. de 2010

MAIS UMA CONFUSÃO PARA OS OLHOS

25 de out. de 2010

FANATISMO
Minh'alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Não vejo nada assim enlouquecida...

Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!".

24 de out. de 2010


anjo
Amar é...compartilhar alegrias e aflições...
Amar é...deixar a alma residir em duas casas...
Amar é...dividir com você, o meu anjo da guarda...
Amar é...ouvir o coração gritar seu nome...
 
SOLOS