Meu Blog transformou escrever um hábito saboroso...eu sei que ultimamente tenho produzido bem pouco...é a falta de tempo e às vezes, de inspiração também. Mas, arrumar coisas legais etc, enfim interagir por este espaço tem se transformado numa tarefa agradável e de todo modo, vou aqui mostrando um pouco do meu jeito de ser e pensar. Não posto imagens de crianças, considero abusiva a exposição infantil por qualquer adulto, lembrando que elas não tem poder de consentimento para serem expostas. Continuo insistindo em selecionar o que for de meu agrado, mas espero que também seja do gosto de quem lê, acompanha o meu Bloguinho. Através do tempo, continuo sintetizando-me assim: insisto em praticar a fidelidade como princípio de vida; não sou doce, não sou submissa do mundo, sou dócil para quem eu amar e me amar também: o que acontece sem uma correspondência total e bionívoca não me atrai...prefiro emoções à matéria; não sou adepta de parcerias de coleiras, não estou em gôndolas, sou extremista e radical nas idéias; não sou deslumbrada nem deliro com impossibilidades, o que tenho me basta e me situa. Acredito no amor, sei que é o melhor presente da vida, por isso respeito quem eu amar, o amor que dou e o que recebo: para mim, submissão é sinônimo de amor sempre. Não invento alegrias falsas, sou naturalmente alegre e simples no meu jeito de viver. Neste mundo, dou-me o direito de curtir a quebradeira de um funk bom e não fico parada no batuque do samba. Uma das coisas que mais me incomoda é a falta de compromisso com tudo na vida, que muitas vezes se encontra por ai. Enfim, eis me aqui, sou assim: eu VIVO!


25 de set. de 2011

Amor verdadeiro, Amor sem palavras
Que chega sem medo e que não se acaba...
Deus abençoe todo esse amor
Que seja lindo em teu coração
Porque em mim, eu sei:
Amo você...Amo você...
Amor verdadeiro, Amor que acalma
Que bate no peito, preenche a falta...

24 de set. de 2011

VISITAS DO ROCK IN RIO 2011


Eu não sou como muita gente: entusiasmada até à loucura no princípio das afeições e
depois, passado um mês, completamente desinteressada delas.
Eu sou ao contrário: o tempo passa e a afeição vai crescendo,
morrendo apenas quando a ingratidão e a maldade a fizerem morrer.

22 de set. de 2011

Amor Pacífico e Fecundo

Não quero amor
que não saiba dominar-se,
desse, como vinho espumante,
que parte o copo e se entorna,
perdido num instante.
Dá-me esse amor fresco e puro
como a tua chuva,
que abençoa a terra sequiosa,
e enche as talhas do lar.
Amor que penetre até ao centro da vida,
e dali se estenda como seiva invisível,
até aos ramos da árvore da existência,
e faça nascer
as flores e os frutos.
Dá-me esse amor
que conserva tranquilo o coração,
na plenitude da paz!

21 de set. de 2011

FLASH DE PRIMAVERA




20 de set. de 2011

O amor é dos suspiros a fumaça;
puro, é fogo que os olhos ameaça;
revolto, um mar de lágrimas de amantes...
Que mais será?
Loucura temperada, fel ingrato, doçura refinada.


19 de set. de 2011

Fico muda
quando a preguiça chega
Fico surda
quando a preguiça chega
Fico desconectada do mundo
quando a preguiça chega
Fico sonolenta
quando a preguiça chega
Fico sem raciocínio
quando a preguiça chega
E hoje a preguiça chegou
e quando a preguiça chega
eu viro bicho...
Bicho preguiça, é claro : - ) !


18 de set. de 2011

17 de set. de 2011

ARMADILHA NATURAL

Pensando sobre o amor...acho que não é a gente que escolhe amar e nem a quem amar...
O amor apenas acontece, de forma inesperada, não tem compromisso com conforto nem com correspondência, apenas envolve o coração de tal maneira, que nem a lógica mais potente da razão é capaz de dissolver o sentimento. E quando se ama, se passa do riso às lágrimas, da dor à felicidade e quando tudo está perfeito, a gente nem se lembra dos momentos ruins. Ainda que se diga que o amor é egoísta, quando se ama tanto o ser amado, não se quer ele para completar-se mas sim dar-se a ele, para que se complete, se assim ele quiser...Mas o amor é construtivo em sua essência e quando é verdadeiro, supera todos os obstáculos e transcende pela eternidade de sua duração. Resumo o amor que assim: com ele, os dias de chuva se transformam em ensolarados, bonitos e repletos de luz, sem ele, o dia pode amanhecer fantástico...eu sei que o sol está lá, radioso, mas eu nem o sinto...

15 de set. de 2011


A estrela miúda...

14 de set. de 2011

...um brinquedo...

13 de set. de 2011

"A arte da dominação se resume em subserviência
e a da submissão, em transcendêcia
e rompimento da dor e do despertar da grandeza."


11 de set. de 2011

RECADO PARA QUEM VISITA E POSTA COMENTÁRIOS NO MEU BLOG

Adoro ler os comentários das pessoas amigas, aqui no meu blog!
Estou tendo algum problema que não está me permitindo acessar o blog das visitas para lá também deixar meu recado. Assim que for possível, estarei visitando e escrevendo lá.
Agradeço pelo carinho dos recados aqui.. Mil beijos!!

10 de set. de 2011

Nua, me dispo da calma
Te revelo a chama
de um coração que ama
e te permito acessar minha alma...

9 de set. de 2011

8 de set. de 2011

Como eu gostaria de ser? Gostaria de ser alguém sem raízes, sem lar...
Alguém sem vínculos e totalmente irresponsável...
Alguém que só falasse palavras ao vento, sem nexo e sem noção...
Queria ter um coração sem emoções, uma memória sem lembranças,
Ter olhos menos detalhistas e não queria ter senso algum...
Queria não ter alma, ou que pelo menos minha alma fosse assim desatenta...
Queria o amor descartável e desintegrável, que fosse apenas coisa de momento
do tipo que se vai com um vento mais forte.
Sem preconceitos, no fundo eu queria ser ignorante e desinformada,
Não me ligar a horários nem a compromissos, nem as palavras dadas!
Mas infelizmente não sou dessa forma leviana
Por isso, a ingratidão me é estranha
E é tão difícil sorrir amarelo,
quando a dor está nas entranhas...

7 de set. de 2011

AO QUE CHAMAMOS DE CASA


Pátria é casa, este solo nem tão gentil
no qual seus filhos ou não seguem marchando...
Todos, sonhando com um país mais justo,
Mais farto de coisas boas, menos hostil e violento...
Continua pintada de verde a nossa eterna esperança...
De que a generosidade da terra que a todos acolhe, seja ampla e irrestrita,
Brancas são as páginas das nossas expectativas,
Azul nossas canetas para relatarmos belas histórias de vida
e amarelos continuam sendo nossos sonhos
de que os doces dos parabéns desta data querida,
sejam paratodos...que a Pátria não seja o presente reservado ao futuro,
e sim que se realize todos os dias, sob o aplauso de seu povo construtor.
Nota: To meio azeda e de faróis baixos, portanto sem pique poético, daí, deixo algo pelo menos risível.

5 de set. de 2011

FADIGAS & DESENCONTROS
É interessante observar o vai e vem das pessoas...
Algumas são importantes para outras e nem percebem...
Outras se acham importantes, mas não são...
Algumas já foram bem mais importantes...
é triste as vezes notar que o santo pode ser roubado do altar
onde foi colocado para ser adorado
e a gente nem se dá conta da ausência....
É a ciranda, a cirandinha, todos vão cirandar,
dar meia volta e eu vou olhar:
o anel que tu me destes
era vidro e se quebrou
o teu mel que era néctar
se solidificou, ficou amargo
o amor que eu  tinha por ti
era muito, definhou
virou pouco e se acabou.
E quase nem senti...
sou o espírito travesso
sou o eco mais complexo,
sou enfim, só o reflexo.

4 de set. de 2011

Minha poética anda miúda. Meus pensamentos, meio obtusos.
Minha inspiração está vendada. Porisso, hoje, domingo, deixo apenas flores...

3 de set. de 2011

31 de ago. de 2011

Eu tenho tanto pra lhe falar
Mas com palavras não sei dizer
Como é grande o meu amor por você
E não há nada pra comparar
Para poder lhe explicar
Como é grande o meu amor por você
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Nem mesmo o céu nem as estrelas
Nem mesmo o mar e o infinito
Não é maior que o meu amor
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Nem mais bonito
Me desespero a procurar
Alguma forma de lhe falar
Como é grande o meu amor por você
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Nunca se esqueça, nem um segundo
Que eu tenho o amor maior do mundo
Como é grande o meu amor por você, GUS !!!
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Obs.: Como é complicado amar um cego!!!!

30 de ago. de 2011

Trecho de Laços de Família {A.: Clarice Lispector}



Era sábado e estávamos convidados para o almoço de obrigação. Mas cada um de nós gostava demais de sábado para gastá-lo com quem não queríamos. Cada um fora alguma vez feliz e ficara com a marca do desejo. Eu, eu queria tudo. E nós ali presos, como se nosso trem tivesse descarrilado e fôssemos obrigados a pousar entre estranhos. Ninguém ali me queria, eu não queria a ninguém. Quanto a meu sábado – que fora da janela se balançava em acácias e sombras – eu preferia, a gastá-lo mal, fechá-la na mão dura, onde eu o amarfanhava como a um lenço. À espera do almoço, bebíamos sem prazer, à saúde do ressentimento: amanhã já seria domingo. Não é com você que eu quero, dizia nosso olhar sem umidade, e soprávamos devagar a fumaça do cigarro seco. A avareza de não repartir o sábado,ia pouco a pouco roendo e avançando como ferrugem, até que qualquer alegria seria um insulto à alegria maior.

Só a dona da casa não parecia economizar o sábado para usá-lo numa quinta de noite. Ela, no entanto, cujo coração já conhecera outros sábados. Como pudera esquecer que se quer mais e mais? Não se impacientava sequer com o grupo heterogêneo, sonhador e resignado que na sua casa só esperava como pela hora do primeiro trem partir, qualquer trem – menos ficar naquela estação vazia, menos ter que refrear o cavalo que correria de coração batendo para outros, outros cavalos.

Passamos afinal à sala para um almoço que não tinha a bênção da fome. E foi quando surpreendidos deparamos com a mesa. Não podia ser para nós...

Era uma mesa para homens de boa-vontade. Quem seria o conviva realmente esperado e que não viera? Mas éramos nós mesmos. Então aquela mulher dava o melhor não importava a quem? E lavava contente os pés do primeiro estrangeiro. Constrangidos, olhávamos.

A mesa fora coberta por uma solene abundância. Sobre a toalha branca amontoavam-se espigas de trigo. E maçãs vermelhas, enormes cenouras amarelas, redondos tomates de pele quase estalando, chuchus de um verde líquido, abacaxis malignos na sua selvageria, laranjas alaranjadas e calmas, maxixes eriçados como porcos-espinhos, pepinos que se fechavam duros sobre a própria carne aquosa, pimentões ocos e avermelhados que ardiam nos olhos – tudo emaranhado em barbas e barbas úmidas de milho, ruivas como junto de uma boca. E os bagos de uva. As mais roxas das uvas pretas e que mal podiam esperar pelo instante de serem esmagadas. E não lhes importava esmagadas por quem. Os tomates eram redondos para ninguém: para o ar, para o redondo ar. Sábado era de quem viesse. E a laranja adoçaria a língua de quem primeiro chegasse.

Junto do prato de cada mal-convidado, a mulher que lavava pés de estranhos pusera – mesmo sem nos eleger, mesmo sem nos amar – um ramo de trigo ou um cacho de rabanetes ardentes ou uma talhada vermelha de melancia com seus alegres caroços. Tudo cortado pela acidez espanhola que se adivinhava nos limões verdes. Nas bilhas estava o leite, como se tivesse atravessado com as cabras o deserto dos penhascos. Vinho, quase negro de tão pisado, estremecia em vasilhas de barro. Tudo diante de nós. Tudo limpo do retorcido desejo humano. 'Tudo como é, não como quiséramos. Só existindo, e todo. Assim como existe um campo. Assim como as montanhas. Assim como homens e mulheres, e não nós, os ávidos. Assim como um sábado. Assim como apenas existe. Existe.

Em nome de nada, era hora de comer. Em nome de ninguém, era bom. Sem nenhum sonho. E nós pouco a pouco a par do dia, pouco a pouco anonimizados, crescendo, maiores, à altura da vida possível. Então, como fidalgos camponeses, aceitamos a mesa.

Não havia holocausto: aquilo tudo queria tanto ser comido quanto nós queríamos comê-lo. Nada guardando para o dia seguinte, ali mesmo ofereci o que eu sentia àquilo que me fazia sentir. Era um viver que eu não pagara de antemão com o sofrimento da espera, fome que nasce quando a boca já está perto da comida. Porque agora estávamos com fome, fome inteira que abrigava o todo e as migalhas. Quem bebia vinho, com os olhos tornava conta do leite. Quem lento bebeu o leite, sentiu o vinho que o outro bebia. Lá fora Deus nas acácias. Que existiam. Comíamos. Como quem dá água ao cavalo. A carne trinchada foi distribuída. A cordialidade era rude e rural. Ninguém falou mal de ninguém porque ninguém falou bem de ninguém. Era reunião de colheita, e fez-se trégua. Comíamos. Como uma horda de seres vivos, cobríamos gradualmente a terra. Ocupados como quem lavra a existência, e planta, e colhe, e mata, e vive, e morre, e come. Comi com a honestidade de quem não engana o que come: comi aquela comida e não o seu nome. Nunca Deus foi tão tomado pelo que Ele é. A comida dizia rude, feliz, austera: come, come e reparte. Aquilo tudo me pertencia, aquela era a mesa de meu pai. Comi sem ternura, comi sem a paixão da piedade. E sem me oferecer à esperança. Comi sem saudade nenhuma. E eu bem valia aquela comida. Porque nem sempre posso ser a guarda de meu irmão, e não posso mais ser a minha guarda, ah não me quero mais. E não quero formar a vida porque a existência já existe. Existe como um chão onde nós todos avançamos. Sem uma palavra de amor. Sem uma palavra. Mas teu prazer entende o meu. Nós somos fortes e nós comemos.

Pão é amor entre estranhos.

29 de ago. de 2011



Melhor do que a criatura,
fez o criador a criação.
A criatura é limitada.
O tempo, o espaço,
normas e costumes.
Erros e acertos.
A criação é ilimitada.
Excede o tempo e o meio.
Projeta-se no Cosmos.